Presidente do BNDES afirmou que o banco aprovou R$ 163 bilhões em operações de crédito em São Paulo durante o governo Lula, volume 78,6% superior ao registrado nos quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro
Estadao Conteudo | 06:30 – 03/08/2026

(FOLHAPRESS) – Demissão, um problema de saúde, um acidente ou uma reforma da casa que não pode ser adiada podem desequilibrar as finanças de qualquer família. Sem uma reserva de emergência, gastos inesperados costumam virar dívida, atraso de contas ou a necessidade de recorrer a empréstimos.
Embora especialistas recomendem construir um colchão financeiro, existem outras estratégias que ajudam a reduzir o impacto dos imprevistos, como seguros e fontes alternativas de renda.
“O imprevisto não é uma questão de se, mas de quando. Se você construir essa trincheira completa, você terá uma blindagem forte e os imprevistos vão passar a ser contratempos chatos, e não tragédias financeiras”, afirma o educador financeiro Pablo Ganassim.
A servidora pública Helena Pontes, 45, enfrentou divórcio, problemas de saúde e despesas com mestrado, que se somaram aos compromissos financeiros já assumidos.
O BÁSICO BEM-FEITO E A RESERVA DE EMERGÊNCIA
Sendo um investidor agressivo ou alguém que pouco entende as diferenças entre produtos de renda fixa e renda variável, o entendimento é que todos estão sujeitos a lidar com contratempos e que é importante mirar uma reserva de emergência.
1. Mapeie seu custo mensal: Quanto você gasta para viver por mês? Quais são as despesas fixas (como água, luz, aluguel, mercado) e quais os gastos variáveis (comer fora, cinema, etc.)?
2. Multiplique o custo para que cubra de 6 a 12 meses de vida. Esse deve ser o valor total da sua reserva.
3. A reserva precisa estar em ativos de baixo risco e alta liquidez, onde deve ser alocada. Para isso, há CDBs de liquidez diária ou títulos públicos como o Tesouro Reserva.
4. Invista nela de forma disciplinada.
O especialista em investimentos Anderson Moreira sugere que a reserva seja alocada em ativos de baixo risco e alta liquidez, como um CDB (Certificado de Depósito Bancário) de liquidez diária ou o Tesouro Reserva. Além de manter o dinheiro guardado, ele rende acima da poupança.
A liquidez diária também permite que o dinheiro seja resgatado a qualquer momento, o que a torna adequada para momentos inesperados. Caixinhas e cofrinhos de bancos são bons para não deixar o dinheiro parado na conta-corrente, mas não substituem investimentos de longo prazo.
“A reserva deve ser montada de acordo com o perfil de vida da pessoa”, diz Moreira. Para ele, um profissional CLT ou servidor público, por ter uma previsibilidade maior de receita e estabilidade, pode ter uma reserva de emergência menor do que um autônomo, que tende a ter maior oscilação de receita mensal.
“Muitas pessoas encontram dificuldade para constituir uma reserva financeira em um contexto social e econômico em que há um constante aumento do custo de vida e um endividamento crescente das famílias”, diz Helena Pontes.
“Há uma grande pressão sobre a renda do trabalhador. Então, eu particularmente, mesmo sendo uma servidora, nunca consegui fazer uma reserva por conta desses fatores.”
PARA ALÉM DA RESERVA
A adoção de proteções patrimoniais, como seguros de carro, para celular e residencial também podem ajudar, desde que caiba no orçamento.
“Essas proteções acabam trazendo uma dose a mais de segurança e podem ser úteis para redução de custo num momento de imprevisto”, afirma Moreira.
O educador financeiro Pablo Ganassim também sugere avaliar a contratação de seguros.
– Proteções patrimoniais como seguros de vida, de carro, de celular, de vida e de residência, desde que caibam no orçamento pessoal;
– Uma segunda reserva de dinheiro, além da reserva de emergência, que cubra de um a três meses de vida;
– Previdência privada de resgate rápido e que contemple casos de invalidez;
– Outra alternativa é buscar renda extra.
Além da reserva, Ganassim sugere a criação de um segundo “cofrinho”, que contemple de um a três meses de vida, voltado para quitar dívidas caras ou aproveitar oportunidades de investimento sem que seja necessário tocar na reserva de emergência principal. Há também, segundo ele, a alternativa da previdência privada que oferece resgate rápido em casos de invalidez.
“A melhor proteção contra a demissão é a capacidade de gerar renda rapidamente”, afirma o educador financeiro.

Presidente do BNDES afirmou que o banco aprovou R$ 163 bilhões em operações de crédito em São Paulo durante o governo Lula, volume 78,6% superior ao registrado nos quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro
Estadao Conteudo | 06:30 – 03/08/2026
Quando você clica no botão "Aceito", você está concordando com os| Políticas de Privacidade | Seus dados serão tratados de acordo com as diretrizes estabelecidas no documento, garantindo sua privacidade e segurança online.
Fale conosco