Cole Thomas Allen, homem acusado de tentar matar Donald Trump durante um jantar com a imprensa no fim de abril, em Washington, declarou-se inocente de todas as acusações nesta segunda-feira (11).
Allen, 31, não falou no tribunal, e sua advogada, Tezira Abe, apresentou a declaração em seu nome. Ele usava um macacão laranja e estava algemado pela cintura durante a breve audiência.
Foi sua primeira aparição na corte federal de Washington diante do magistrado que presidirá o restante do caso, o juiz distrital Trevor McFadden.
As acusações contra Allen incluem tentativa de assassinato do presidente americano, crime que pode levar à prisão perpétua, além de transporte de arma com intenção criminosa (pena de até dez anos) e de disparo de arma de fogo durante a prática de um crime violento (cuja punição varia de dez anos de prisão à prisão perpétua).
Os promotores alegam que Allen disparou uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto dos EUA e invadiu um posto de controle de segurança em um ataque frustrado contra Trump e outros membros do governo durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
O evento ocorre anualmente e reúne jornalistas e autoridades.
Segundo a acusação, Allen viajou de trem para Washington carregando uma espingarda, uma pistola e facas, além de ter reservado um quarto no hotel Washington Hilton, onde ocorreu o jantar em 25 de abril.
Na semana passada, outra juíza pediu desculpas a Allen pelo tratamento recebido em uma prisão local de Washington, que incluiu colocá-lo sob vigilância contra suicídio e isolá-lo dos demais detentos.
A audiência antecipou a próxima grande disputa jurídica do caso: a tentativa de Allen de desqualificar o procurador-geral interino Todd Blanche e a procuradora federal Jeanine Pirro do processo, já que ambos estavam presentes no jantar e podem ter estado entre os supostos alvos do acusado.
Outro advogado de Allen, Eugene Ohm afirmou que a defesa provavelmente pedirá o afastamento de toda a equipe do procurador federal em Washington, liderado por Pirro, devido à amizade dela com Trump e ao fato de ela também ser uma possível vítima.
“É totalmente inadequado que vítimas de um suposto evento como esse conduzam individualmente a acusação do caso”, disse Ohm.
Os promotores devem responder à petição da defesa até 22 de maio. Em entrevista anterior à CNN, Pirro afirmou que “minha capacidade de processar este caso não tem nada a ver com o fato de eu estar lá”.




