Ucrânia e Rússia acordam trégua de três dias – 08/05/2026 – Mundo

Ucrânia e Rússia acordam trégua de três dias - 08/05/2026


O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, confirmou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo de três dias com a Rússia como parte dos esforços dos Estados Unidos para negociar o fim da guerra entre os dois países, em curso há mais de quatro anos.

Em mensagem publicada no Telegram, Zelenski afirmou que Kiev e Moscou também concordaram em trocar mil prisioneiros de guerra de cada lado durante o período de trégua.

Ainda de acordo com Zelenski, o cessar-fogo ocorrerá nos dias 9, 10 e 11 de maio. O líder ucraniano afirmou também que questões humanitárias continuam entre as principais prioridades de Kiev nas negociações, sem entrar em detalhes.

Mais cedo, Iuri Ushakov, assessor do Kremlin, afirmou que Moscou aceitou a proposta de cessar-fogo apresentada por Trump.

O presidente americano também anunciou a trégua em uma publicação nas redes sociais. Segundo ele, a pausa nos combates foi organizada para marcar, do lado russo, as comemorações pelo fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “O mesmo ocorre na Ucrânia, pois ambos os países também tiveram um papel importante na Segunda Guerra”, escreveu o republicano na rede Truth Social.

“Este pedido foi feito diretamente por mim e agradeço imensamente aos presidentes Vladimir Putin e Volodimir Zelenski. Espero que este seja o começo do fim de uma guerra longa, mortal e árdua. As negociações para o fim deste grande conflito, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, continuam e estamos cada vez mais perto de uma solução”, acrescentou ele.

Inicialmente, Putin havia declarado unilateralmente um cessar-fogo de dois dias nesta sexta e sábado para cobrir as comemorações do Dia da Vitória, a forma como a vitória soviética na Segunda Guerra é conhecida na Rússia, um dos principais feriados do país.

Kiev havia respondido que uma trégua apenas para o feriado era inadequada e pediu, em vez disso, uma pausa por tempo indeterminado com início dois dias antes, o que Moscou ignorou.

O Ministério da Defesa russo disse que 264 drones ucranianos foram abatidos nas primeiras horas desta sexta-feira, enquanto o prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, afirmou que a capital havia sido alvo de ataques. Autoridades russas disseram que a região de Perm, nos Urais, foi atacada com drones.

A Ucrânia afirmou ter atingido uma refinaria de petróleo russa em Perm pelo segundo dia consecutivo e outra instalação petrolífera na cidade de Iaroslavl. Zelenski afirmou que as forças russas continuaram a atacar posições ucranianas durante a noite.

A Rússia alertou que qualquer tentativa da Ucrânia de perturbar o desfile na Praça Vermelha marcado para sábado desencadearia um ataque massivo de mísseis contra Kiev. Moscou disse a diplomatas que, caso a Ucrânia atacasse o evento, eles deveriam se retirar da capital ucraniana.

O conflito completou em fevereiro quatro anos. Em 2022, a Rússia iniciou uma invasão em larga escala do vizinho, que conseguiu repelir grande parte dos avanços russos e limitar as ações do rivais a uma longa linha de frente, que pouco avançou desde o início da guerra.

A expressão invasão em larga escala é utilizada por ucranianos e aliados para incluir o ataque russo na linha do tempo mais ampla da agressão de Moscou, contando a invasão da península da Crimeia, em 2014, e o conflito que se seguiu entre Kiev e os separatistas pró-Rússia de Lugansk e Donetsk.

Hoje, as duas províncias no leste ucraniano estão na prática sob comando russo, com exceção de cerca de 20% de Donetsk, que Moscou exige que sejam entregues em eventual pacto de paz.

Mesmo aliados da Ucrânia já admitem a esta altura que um fim para o conflito passará pela entrega de partes do território ucraniano para a Rússia. “Em algum momento, a Ucrânia vai assinar um acordo de cessar-fogo; em algum momento, com sorte, um acordo de paz com a Rússia. E então pode ser que parte do território da Ucrânia não seja mais ucraniano”, afirmou o premiê da Alemanha, Friedrich Merz, no fim de abril.

Até para Zelenski a medida não é de todo estranha. Em dezembro passado, o presidente da Ucrânia assumiu pela primeira vez que as perdas territoriais poderiam ocorrer —ainda que ele tenha vinculado a questão a uma consulta popular em seu país, o que dificilmente seria aprovado.

O cansaço ucraniano com o conflito, no entanto, pode empurrar Kiev a um acordo em termos mais próximos do que o Kremlin deseja, ajudado pela posição de Washington sob Trump, que deixou a política de apoio quase incondicional da gestão do democrata Joe Biden a Zelenski e passou, inclusive, a reproduzir argumentos de Moscou sobre a guerra.



Fonte CNN BRASIL

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