Venezuela reconhece morte de preso político 9 meses depois – 08/05/2026 – Mundo

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A Venezuela reconheceu a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, na quinta (7), mais de nove meses após o ocorrido e depois de mais de um ano em que familiares denunciaram seu desaparecimento forçado.

Nava, comerciante de 51 anos, foi preso em 3 de janeiro de 2025 após ser acusado de terrorismo. Segundo sua defesa, ele ficou de fora da anistia promovida pela líder interina, Delcy Rodríguez, para a libertação de presos políticos.

Durante todo o período de detenção, sua mãe, Carmen Navas, afirmou ter procurado o filho sem receber informações sobre seu paradeiro ou conseguir visitá-lo.

Na tarde de quinta, autoridades do Ministério de Serviços Penitenciários levaram Carmen, 81, ao Parque Memorial Jardim La Puerta, cemitério em Caracas onde, segundo o regime, Víctor Navas foi enterrado.

Após depositar flores no local indicado pelas autoridades, a mãe pediu a realização de um exame de DNA para confirmar se os restos mortais são, de fato, do filho.

Em nota, o Ministério de Serviços Penitenciários informou que Quero morreu em 24 de julho de 2025, “por insuficiência respiratória”, após ser transferido a um hospital militar em Caracas. Segundo o texto, ele apresentou hemorragia digestiva e síndrome febril aguda.

O Ministério Público da Venezuela anunciou a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e afirmou que determinou a exumação imediata do corpo.

No local onde o regime afirma que Quero foi enterrado há apenas um punhado de pedras e uma placa metálica enferrujada com seu nome impresso ao lado do de uma mulher. A data de morte indicada na sepultura é 27 de julho de 2025 —três dias depois da data mencionada oficialmente pelas autoridades.

Organizações de direitos humanos denunciam há meses desaparecimentos forçados na Venezuela. Em janeiro, ativistas afirmaram que cerca de 200 pessoas estavam desaparecidas após detenções ocorridas no contexto da captura do então ditador, Nicolás Maduro, por forças americanas.

A líder opositora e vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado classificou o caso de “crime contra a humanidade executado com impunidade absoluta”.

Após a captura de Maduro, a administração interina aprovou uma lei de anistia para presos políticos. Segundo a ONG Foro Penal, 776 detidos foram libertados desde janeiro, sendo 186 após a promulgação da anistia, em fevereiro.

O Ministério de Serviços Penitenciários disse que Quero “não forneceu dados sobre filiação” e que nenhum familiar teria solicitado visitas formais. A justificativa foi contestada por defensores de direitos humanos.

“Muitas famílias passam meses sem notícias de seus parentes e percorrem prisões em busca de informações”, afirmou o advogado Alfredo Romero, diretor do Foro Penal. Segundo ele, o próprio comunicado oficial é indignante, já que a mãe de Quero o procurava sem obter respostas.

O advogado e ativista de direitos humanos Eduardo Torres afirmou que o desaparecimento forçado e a violação do direito à vida configuram crimes contra a humanidade. “Infelizmente ele estava morto, como já haviam relatado vários companheiros de prisão”, disse Torres.

Segundo o Foro Penal, ao menos 19 presos políticos morreram sob custódia do Estado venezuelano desde 2014. A organização calcula que havia 454 presos políticos no país até o fim de abril.



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