Um urso atacou quatro pessoas, nesta terça-feira (2), em duas fábricas e uma área residencial em Fukushima, no norte do Japão, segundo relatos da polícia e da mídia local.
Em 2025, 13 pessoas morreram em ataques destes animais no arquipélago asiático. Foi um recorde no país, onde os avistamentos de urso têm aumentado à medida que eles emergem da hibernação famintos.
“Um incidente envolvendo ferimentos a pessoas relacionados a um urso ocorreu na cidade de Fukushima, deixando quatro feridos”, afirmou a polícia de Fukushima em comunicado.
O animal foi avistado pela primeira vez em uma fábrica de autopeças, o que gerou um chamado de emergência no qual foi relatado que “funcionários haviam sido mordidos”, informou o jornal Yomiuri Shimbun, citando autoridades da polícia e do Corpo de Bombeiros.
Depois, outras duas pessoas ficaram feridas, uma em uma área residencial e a outra nas instalações de uma fabricante de eletrônicos nas proximidades, relatou o jornal.
O relatório indicou que um dos indivíduos atacados ficou gravemente ferido, enquanto os demais sofreram apenas ferimentos leves.
No último ano fiscal, encerrado em março, as observações de ursos em todo o Japão ultrapassaram 50 mil, mais do que o dobro do recorde anterior, estabelecido dois anos antes, segundo dados oficiais. Desde o início do novo ano fiscal, em abril, já houve 26 ataques e três mortes, segundo a NHK.
Os animais foram avistados entrando em residências, rondando escolas e causando tumulto em supermercados e cidades turísticas, quase que diariamente. As mudanças climáticas ajudam a explicar o maior número de avistamentos, porque os ursos têm enfrentado escassez de alimentos.
De acordo com a mídia local, números recordes de observações voltaram a ser registrados este ano à medida que os ursos emergem de sua hibernação de inverno.




