O líder chinês, Xi Jinping, chegou nesta segunda-feira (8) a Pyongyang para sua primeira visita oficial à Coreia do Norte desde 2019, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
Xi, que tem reunião prevista com o ditador Kim Jong Un, chegou a Pyongyang ao meio-dia (meia-noite no horário de Brasília), indicou Xinhua.
Antes de viajar, o governante chinês afirmou que a amizade de Pequim com Pyongyang é “invencível”, em uma publicação na imprensa estatal norte-coreana.
“Não importa como os tempos mudam ou como a situação internacional evolui, a tradicional amizade entre China e Coreia do Norte se manterá sempre invencível”, segundo um artigo de Xi publicado na capa do jornal norte-coreano Rodong Sinmun.
Está é a primeira viagem ao exterior de 2026 para Xi, que nas últimas semanas recebeu em Pequim Donald Trump e Vladimir Putin.
Acompanham Xi sua esposa Peng Liyuan, o ministro das Relações Exteriores Wang Yi e o número cinco do Partido Comunista Chinês Cai Qi, segundo a agência de notícias estatal.
A visita de Xi à Coreia do Norte ocorre em um momento de estagnação no diálogo nuclear entre Washington e Pyongyang.
A porta-voz diplomática chinesa Mao Ning declarou na sexta-feira que Xi e Kim terão uma “troca de pontos de vista sobre as relações bilaterais e temas de interesse comum”.
Seong-Hyon Lee, do Centro Asiático da Universidade de Harvard, comentou que a China atualmente prefere defender a estabilidade, em vez de pressionar a Coreia do Norte pela desnuclearização.
“A estratégia regional da China se beneficia de um Estado-tampão estável, fortemente armado e alinhado, que absorve a capacidade militar dos Estados Unidos e seus aliados”, comentou o acadêmico à AFP.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta segunda-feira que seu país não deve desistir de pressionar pela desnuclearização do Norte.
“Não devemos desistir da meta da desnuclearização, porque nós mesmos não podemos buscar ter armamento nuclear”, declarou Lee em coletiva de imprensa.




