Alvo de sanções internacionais e desvalorização vertiginosa da moeda, a economia do Irã é totalmente isolada e funciona à base de cartão de débito e transferências feitas pelo aplicativo bancário no celular. O rial, a moeda local, teve desvalorização de 265% nos últimos dois anos.
A taxa semioficial de câmbio é 1,3 milhões de riais por dólar. Na prática, o dólar vale 1,9 milhão de riais. Dois anos atrás, em maio de 2024, um dólar valia cerca de 520 mil riais.
Poucas transações são feitas com dinheiro –seria necessária uma mochila cheia de notas para comprar poucos produtos.
As pessoas usam cartão de débito ou aplicativo do celular, ou laptop para fazer pagamentos, e fazem transferências por caixas eletrônicos.
Sanções isolam o sistema financeiro do Irã há mais de três décadas. Qualquer banco ou empresa que fizer transações com instituições iranianas está sujeito a multas e outras penalidades dos Estados Unidos e outros países. Os bancos iranianos não têm conexão com nenhum banco internacional, é impossível transferir ou receber dinheiro do exterior. Além disso, não há como fazer compras por sites de comércio online que não sejam iranianos, como a Amazon, por exemplo.
Os poucos turistas e visitantes no país recorrem a “gift cards” disponibilizados por agências, já que não têm conta em banco iraniano. É um desafio para quem não fala farsi, porque todos os valores estão em algarismos em farsi e, assim, é impossível saber quanto se pagou por um produto — a não ser que se tenha um tradutor online no celular. Mas, como não há conexão com a internet ou, quando existe, é muito restrita, essa não é uma possibilidade.
Cartões de crédito não existem –há transações de crédito apenas em alguns bancos privados para clientes selecionados. Há uma espécie de consórcio para compra de carros, em que pagamentos são feitos mensalmente, com incidência de juros.




