Irã pressiona EUA a aceitar proposta para fim da guerra – 12/05/2026 – Mundo

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O principal negociador do Irã instou o governo dos Estados Unidos, nesta terça-feira (12), a aceitar a contraproposta da República Islâmica para pôr fim à guerra, depois que o presidente americano, Donald Trump, declarou que a trégua se encontra em estado crítico.

Em cessar-fogo desde 8 de abril, as partes se recusam a fazer concessões e ameaçam retomar os combates, mas nenhum país parece disposto a voltar a uma guerra aberta.

“Não há alternativa a não ser aceitar os direitos do povo iraniano tal como estão expostos na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem será infrutífera e resultará em um fracasso após o outro“, escreveu na rede social X o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano.

Quanto mais o governo de Trump demorar a aceitar a proposta, “mais os contribuintes americanos terão de pagar”, acrescentou, ao mencionar a oferta enviada em resposta ao plano de Washington.

Nos EUA, a inflação de abril atingiu seu nível mais alto em três anos, devido às consequências da guerra no Oriente Médio, segundo dados publicados nesta terça, que aumentam a pressão sobre o governo em um ano de eleições legislativas de meio de mandato.

Também nesta terça, um funcionário de alto escalão do Pentágono indicou que o custo da guerra com o Irã se aproxima de 29 bilhões de dólares (R$ 142 bilhões), cerca de 4 bilhões (R$ 19,5 bilhões) a mais do que o estimado pelo órgão no fim de abril.

Segundo vários veículos de imprensa americanos, a proposta de Washington incluía um texto para encerrar os combates e estabelecia um marco para negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que sua resposta exige o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a interrupção do bloqueio naval americano aos portos iranianos e a liberação dos ativos iranianos congelados no exterior pelas sanções impostas há anos.

O porta-voz do Ministério da Defesa, Reza Talaei-Nik, declarou à agência estatal Irna que, se os EUA “não atenderem às demandas legítimas e definitivas da nação iraniana no âmbito diplomático, devem esperar que suas derrotas no campo de batalha se repitam”.

Donald Trump considerou a oferta iraniana “totalmente inaceitável” e disse que o cessar-fogo se encontra em estado crítico.

A guerra verbal preocupa os iranianos. “Tentamos nos apegar a qualquer coisa que possa nos ajudar a sobreviver. O futuro é muito incerto e vivemos um dia de cada vez”, disse Maryam, uma pintora de 43 anos de Teerã, a jornalistas da AFP.

A reação de Trump provocou uma alta nos preços do petróleo e frustrou as esperanças de que um acordo sobre o estreito de Hormuz possa ser negociado em breve. O Irã restringiu o tráfego marítimo nesta passagem estratégica, onde estabeleceu um mecanismo de cobrança de pedágios.

O regime do país persa expandiu sua definição do estreito para uma “vasta área operacional” muito maior do que antes da guerra, segundo um oficial da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. A região não é mais vista como uma faixa estreita ao redor de algumas ilhas, mas sim como uma área ampliada em escopo e importância militar, afirmou Mohammad Akbarzadeh, vice-diretor político da Marinha.

As autoridades americanas consideram “inaceitável” que Teerã controle o estreito, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo e do gás natural do mundo, além de uma grande quantidade de fertilizantes —o que coloca em perigo o fornecimento de alimentos para dezenas de milhões de pessoas.

Os mercados aguardam com expectativa a viagem de Trump esta semana a Pequim, onde se reunirá com o líder chinês, Xi Jinping, na quarta. A China é um dos principais compradores de petróleo iraniano e representa um aliado no plano diplomático para Teerã.

Trump declarou que terá uma “conversa longa” com Xi, mas afirmou que não precisa de seu par chinês para encontrar uma saída para o conflito.

Na outra frente de batalha da guerra, o Líbano, os combates prosseguem entre Israel e o grupo Hezbollah, apesar do cessar-fogo declarado em 17 de abril.

Nesta terça-feira, dois socorristas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. As autoridades locais contabilizam cerca de 380 mortos desde o início do cessar-fogo e mais de 2.800 mortes desde que o país foi arrastado para a guerra em 2 de março, após disparos de mísseis do Hezbollah contra Israel.

O líder do Hezbollah, Naim Qasem, reiterou as ameaças contra seu inimigo. “Não vamos nos render”, afirmou em comunicado. “Não vamos abandonar o campo de batalha e o transformaremos em um inferno para Israel”, ameaçou.



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