O Exército israelense emitiu um alerta urgente neste domingo (3) para moradores de 11 cidades e vilarejos no sul do Líbano, pedindo que deixem suas casas e se afastem pelo menos 1.000 metros em direção a áreas abertas. Outro aviso do mesmo tipo havia sido emitido há cinco dias.
O Exército afirmou que estava conduzindo operações contra o Hezbollah após o que descreveu como uma violação do acordo de cessar-fogo, alertando que qualquer pessoa próxima a combatentes ou instalações do grupo poderia estar em risco.
Israel continuou realizando ataques em todo o sul do Líbano, e suas tropas estão ocupando uma faixa na região, destruindo casas que descrevem como infraestrutura utilizada pelo Hezbollah.
O grupo extremista apoiado pelo Irã manteve seus ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no Líbano e no norte de Israel.
Apesar da trégua firmada no dia 16 de abril, Israel diz reservar o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento” por parte do Hezbollah. Mesmo durante o acordo, as forças de Tel Aviv têm feito repetidas ofensivas no Líbano. Também ocuparam parte do território sul do país.
Dois brasileiros, uma mãe e seu filho, foram mortos em ataques de Israel no Líbano ocorridos no dia 26. O pai, um libanês, também morreu. Segundo o governo libanês, o número total de mortos no país durante o conflito chegou a 2.521, com mais de 7.800 feridos.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defende negociações diretas com Israel para pôr fim à ofensiva de Tel Aviv, enquanto o Hezbollah se opõe às conversas.




